quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Eu não abro mão da Palavra de Deus!



“A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros...” Colossenses 3:16a

Graça e Paz queridos! Irmãos, algo tem me inquietado grandemente nos últimos meses: A igreja do Senhor não quer mais saber das Sagradas Escrituras! Que perigo queridos, que perigo! Vivemos em tempo diferentes, complexos, cheios de modernismo em todos os sentidos e áreas, e a igreja também tem mudado. Estratégias, técnicas, novas fórmulas, inovações... É! A igreja tem tentado se adequar aos novos padrões do século XXI, mas até onde isso é saudável? Igrejas onde o púlpito já não mais existe pra tirar a “caretice” do culto, os sermões bíblicos hoje são trocados por peças, canções, “celebrações”, vídeos, por tudo. O povo não quer mais saber da Santa Palavra de Deus. “Quanto radicalismo Lankas!” Radicalismo? Me mostrem na bíblia uma passagem que me ensine que devo abrir mão dos ensinamentos bíblicos para substituí-los por inovações humanas que tiro meu blog do ar! É sobre esse assunto que gostaria de pensar juntos com os amados irmãos: Não abro mão da Palavra de Deus!
Como bem sabemos, a Bíblia sagrada é a Santa palavra de Deus que Ele próprio nos deixou como guia, como fundamento, como lei, como direção. É através dela que buscamos mais a Deus, aprendemos mais de Deus, e onde podemos achar fonte de vida, poder para transformação e poder para salvação. Sem ela não passamos de pessoas desnorteadas em um tiroteio de ideologias mundanas. Quero aqui expor alguns pontos do porque não podemos abandonar o ensinamento das Sagradas Escrituras, nem trocar a pregação da Palavra seja onde for.

1º É pode de Deus para salvação

“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.”- Romanos 1:16

Como podemos levar as boas novas sem o ensino da Palavra de Deus? Como os perdidos poderão ser salvos pela Graça imerecida de Deus se não for pelo ouvir a Palavra de Deus? Irmãos prestem bem atenção. Paulo é claro nisso, não tem mistério! Sem o Ensino da palavra, sem salvação de perdidos! Lá em 1ª Coríntios 1:18 diz: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.”  O livro de Atos, que trás o início da Igreja através dos apóstolos de Cristo me trouxe uma grande questão sobre isso. A igreja crescia, milhares se convertiam, e te pergunto: Era ou não unicamente através da pregação do Evangelho? Sim irmãos! A Palavra é o próprio poder de Deus, nunca esqueçam isso. Nunca será o jogo de luz ou o mais mirabolante evento e sua produção, mas é a Palavra de Deus que promove mudança real nas vidas das pessoas!

2º É através da Palavra que andamos em santidade.

“Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.” - Salmos 119:9

Irmãos, Deus nos vocacionou a termos uma vida em SANTIDADE! O Livro de Hebreus diz que sem santidade ninguém verá ao Senhor (Hb 12:14 ) e como vimos em salmos, é observando, ou seja, é lendo e aprendendo através da Palavra de Deus que purificamos nosso caminho, pois sem tal vida em santidade, não veremos ao Senhor, logo não entraremos no seu Reino. Isso é muito sério. Quando deixamos de lado a Palavra de Deus, caímos no erro, pois estamos negligenciando a vida em santidade que a palavra de Deus nos ordena. Veja o que o Pastor John Piper afirma: “Tirem minhas pernas, mas não minha Bíblia. Eu posso chegar ao céu sem andar, mas não sem a Palavra de Deus”. Que tremendo irmãos! Não deixe a Palavra de Deus “de lado”, pois assim ficará do lado de fora do reino de Deus.

3º Sem a Palavra, caímos por falta de sabedoria divina.

“O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não seja sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”. Oséias 4:6
Nos como igrejas, caímos por falta de conhecer, e conhecer a sua Palavra. Quantas igrejas, irmãos, pastores, caem em falsos ensinamentos, heresias, escândalos por falta de viver a Palavra? Inúmeros! Quando trocamos a Palavra, seu ensino e sua importância em nossas vidas cairemos também em erro. Veja o que João Calvino afirma: “A verdade de Deus é mantida pela pregação autêntica do evangelho” (A arte expositiva de João Calvino – Steven J. Lawson) Não pregar a Palavra, não ensinar na Palavra, implica dizer que os ensinamentos e pregação são frutos de nossas próprias vontades, nosso querer. A igreja está submergida nos prazeres de nossos corações. A igreja caminha discipulada e ensinada em doutrinas de homens, na busca pelo culto perfeito para nossas plenas satisfações terrenas e carnais. Calvino diz também: “A igreja de Deus será educada pela pregação autentica de sua Palavra e não pelas inovações dos homens que as quais são como madeira, feno e palha” (A arte expositiva de João Calvino – Steven J. Lawson) Reflitam sobre isso também, pois perecemos por não conhecer sua Palavra. A igreja em Genebra, no século XVI, pastoreada por Calvino crescia e era referência em toda a Europa, o próprio reformador irlandês Jhon Knox, foi a Genebra para poder iniciar seu ministério, pois a igreja pastoreada por Calvino presava a pregação e a Palavra de Deus. Agora pergunto: Precisamos mesmo de algo mais do que as Escrituras? Calvino não precisou, sua piedade e seu amor pela palavra de Deus era o diferencial da igreja de Genebra. Paul Washer pontua um dos grandes problemas da igreja moderna: “Nosso cristianismo está baseado em músicos e não na Bíblia.

4º É através da Palavra que encontramos plena satisfação em Deus.

“Mas ele disse: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.” Lucas 11:28
São palavras do próprio Jesus queridos. Questionado por uma mulher em meio à multidão afirmando ela que bem-aventurada àquela que o tinha dado a luz, Jesus afirma categoricamente que bem-aventurado são aqueles que ouvem a palavra e as guardam. O termo bem-aventurado está ligado à plena alegria, a uma satisfação plena em Deus, logo, o prazer imensurável em fazer parte do reino de Deus e sua obra. Queridos, é através da Palavra ouvida e pregada que as pessoas encontram plena satisfação em Deus, logo não sendo dominados por nossas concupiscências carnais. Somos pessoas remidas pelo sangue do Cordeiro, o Espírito Santo de Deus habita em nós, o fruto do Espirito é a evidência de uma vida em Deus, que a buscamos através da comunhão com Deus e sua Palavra. Quando prezamos em ouvir e guardar a Palavra de Deus, alcançamos plena satisfação em Deus, e assim exercemos aquilo que o Senhor nos ensina através das Sagradas Escrituras (Tg 1:22).

Queridos, percebem como a ausência de uma vida regida pela Palavra de Deus é catastrófica? É através de sua Santa Palavra que propagamos as boas novas para os perdidos que é o poder de Deus, que também andamos em santidade, que não caímos nos erros e nos falsos ensinamentos, e que alcançamos plena satisfação em Deus. Ame a palavra, viva a palavra, pregue a palavra, escute a palavra, medite na palavra. Lutero afirma: “Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias”. Devemos rejeitar tudo que não se enquadre nas Escrituras, mas para isso, precisamos de uma vida dedicada e piedosa na Palavra de Deus. Para finalizar, não poderia deixar de citar o Apóstolo Paulo. Todos sabem quem foi Paulo e tudo o que ele fez, e como ele foi usado por Deus. Em 2º Timóteo 4:14 diz: “Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos”. Paulo estava preso, e ele fez esse pedido. Sua capa, seus livros, mas ESPECIALMENTE os pergaminhos. Paulo amava as escrituras Sagradas, e sabia que continuamente deveria meditar e viver o que elas ensinam. Mesmo preso, Paulo nunca deixou a Palavra de Deus. Tomemos mais esse exemplo. Eu não abro mão da Palavra de Deus!


Lankaster A. Oliveira

5 comentários:

  1. Sobre o uso de estratégias ou maneiras diferentes de se pregar o evangelho Paulo escreveu aos Filipenses no capítulo 1:

    Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade;
    Uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões.
    Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho.
    Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda.
    Porque sei que disto me resultará salvação, pela vossa oração e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo,

    Filipenses 1:15-19

    Entendi desse texto que muitos pregavam por inveja de Paulo, ou seja, com a motivação errada e mesmo assim Paulo diz que não se importa, o que importa é que Cristo seja anunciado.

    Você sabe que não sou de polemizar nem sou estudioso profundo da Palavra, apenas meditei nesta passagem esta semana e lembrei destas palavras de Paulo sobre a proclamação do evangelho independente da intenção.

    Fiquem na paz.

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  2. Não é bem assim. Vamos ao contexto. Paulo estava preso e sendo acusado constantemente pelos próprios judeus. Quando ele era levado ao julgamento, os romanos convocavam os judeus que o acusavam para justificar a sua prisão. Então os Judeus falavam em alto e bom tom o que Paulo pregava. Dai a alegria de Paulo em ver o evangelho sendo exposto em plenário por seus próprios inimigos. Isso não justifica o uso desse texto fora de contexto para a justificação do "para falar de Jesus tudo é válido". Certa vez Augustus Nicodemus postou em seu blog:

    Tenho certeza que Paulo jamais se regozijaria com “cristãos” anunciando o Evangelho por motivos escusos, em busca de poder, popularidade e dinheiro, pois ele mesmo disse:
    “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2Co 2:17).

    “Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2Co 4:1-2).

    “Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia. Desviando-se algumas pessoas destas coisas, perderam-se em loquacidade frívola, pretendendo passar por mestres da lei, não compreendendo, todavia, nem o que dizem, nem os assuntos sobre os quais fazem ousadas asseverações” (1Ti 1:5-7).

    “Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas, altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro” (1Ti 6:3-5).

    “Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (1Co 2:1-5).

    Portanto, usar Filipenses 1:18 para justificar esta banalização pública do Evangelho é usar texto fora do contexto como pretexto.

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  3. Não diga o que eu não disse, apenas usei o texto por meditar e entender a Palavra que justificou a pregação como citei. Aprovo as estratégias inovadoras, desde que a pregação da Palavra seja o foco. Qualquer estratégia em que a mensagem da cruz não seja o foco não é válido. Se formos agir de jeito que vc pensa então vamos fechar o DSC, o grupo de teatro, a cantata de final de ano ou as do pastor Paul Collins, a sala das crianças, etc e vamos ficar apenas lendo, relendo e ouvindo a pregação do pastor.

    Usar estratégias pra se pregar o evangelho não é pecado.

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  4. Primeiro preciso elogiar meu amigo Lankas pelo ótimo texto. Transforme-o em um sermão, amigo! Em seguida quero parabenizar a ambos - meus amigos, claro! - pela atitude critica de questionarmos a verdade. Caramba! Estou surpreso com meu vocabulário! Hehe... enfim... a questão é que não era aqui o motivo da discussão os métodos mas sim a intenção do escritor sagrado. A galera aqui nesses dias estavam num confronto com o Ap. Paulo, então estavam pregando não por amor ao Evangelho e sim por rivalidade, por inveja de Paulo e aos que lhe apoiavam. Certamente estavam irritadas com a fama e o "sucesso" deste Apostolo, tenderam? O cara preso e ainda por cima com eficácia na sua mensagem? É demais, né? Essa era a idéia da galera nesses dias. Então, com outras palavras Paulo disse: "Que me importa? Que seja Cristo anunciado! Ficaria contente em ter todo o mundo como rival desde que Cristo fosse anunciado! Pensam que estão contra mim mas na verdade estão ao meu favor. Pensam que vão salgar minhas feridas, mas estão longe demais disso." Palavras essas do Dr Russel Shedd. Imagino Paulo falando com um ar de risos em seu rosto! Glórias a Deus! Portanto a questão aqui não eram os métodos, mas sim a intenção dos tais pregadores.

    Mas quanto aos métodos devemos ter muitos cuidados. Podemos dosar. Certa vez disse o nosso "papa" - Pr. Aurivam Marinho: Tanto a inovação quanto a tradição podem nos distanciar do verdadeiro Evangelho." Espero ter contribuído! Abrção!

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  5. Acredito muito no meio termo em quase todas as áreas da vida principalmente nas opiniões. Muito felizes as palavras do Pr. Aurivan bem diferentes das encontradas no início deste post. Cada um escreve o que quer mas ponderação e sabedoria devem direcionar a escrita para não promover ira e discórdia. Eis aqui minha breve opinião pensando na união de todos.

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